
Tem sido cada vez mais comum ouvirmos que é preciso humanizar a saúde. Um discurso bastante corriqueiro de ouvir seja nas conversas do cotidiano, seja em espaços acadêmicos, como congressos e eventos científicos, seja nas redes sociais e mídias. Mas você já parou para se perguntar: se o campo da saúde é feito por humanos e para humanos, por que seria preciso humanizá-la?
Pois bem, começar a responder a essa pergunta nos demanda considerar os inúmeros relatos que ouvimos, ou mesmo as experiências que passamos ou que pessoas queridas já passaram, de um atendimento frio, com pouca escuta, em que o profissional mal olhou nos olhos do paciente, que cortou suas falas, que não explicou direito como funciona um tratamento, que deu uma notícia difícil, como um diagnóstico, sem o menor tato, que ignorou o sofrimento da família, que fez um comentário que feriu profundamente o paciente, etc.
Quando situações como essas acontecem, elas prejudicam a relação de confiança entre os profissionais e os pacientes, no autocuidado, na construção de autonomia. Por isso a formação em saúde precisa contar com uma base de conhecimentos e metodologias que ajudem os profissionais a desenvolverem competências relacionais, comunicacionais e reflexivas que se integrem e dialoguem com as competências técnicas e científicas. Essa prática visa formar profissionais que saibam exercer suas responsabilidades e funções com rigor, abertura, prudência, acolhimento, empatia e compreensão.
Ou seja, não é porque os profissionais de saúde são humanos que sabem automaticamente lidar com o sofrimento de um outro ser humano, expresso em dor, angústia, medo, atrelado a situações de adoecimento físico, mental, emocional, espiritual. Não é porque se é humano que se sabe exercer automaticamente uma escuta ativa, um acolhimento de todos os pacientes com as suas mais diversas personalidades, queixas e demandas, que se sabe trabalhar em equipe, de forma interdisciplinar, construindo de forma horizontal o cuidado que é construído em equipe ou que se sabe lidar com as próprias dificuldades e angústias presentes no curso da formação e do exercício profissional.
O que queremos apontar é a real necessidade de tornar explícito, estruturado, organizado e permanentemente aprimorado o desenvolvimento e aquisição de competências comunicacionais, relacionais e sensíveis que sustentem um profissional humanizado e que seja capaz de materializar uma prática ética, integral, compreensiva, empática e compassiva.
Para isso, não basta o profissional estar consciente dos princípios e valores que sustentam um agir humanizado, é preciso aprender, desenvolver habilidades, capacidades por meio de metodologias ativas e ancoradas em experiências que dialoguem com os desafios do cotidiano.
Se esse tema interessa a você e sua equipe, a Muttara pode lhe ajudar.


